Avaliar-se em busca dos próprios pontos fortes e pontos fracos pode parecer uma tarefa abstrata, mas é essencial na rota para o autoconhecimento e o autodesenvolvimento.

Você já foi a uma entrevista de emprego e te perguntaram quais são os seus pontos fortes e pontos fracos? Se você já passou por essa experiência, sabe como o autoconhecimento é importante para ter a resposta na ponta da língua. Mas se você ainda não sabe o que responder, não tem problema.

Continue lendo este artigo e te ajudaremos a listar tudo o que você tem de melhor e o que você ainda precisa desenvolver. Acompanhe a seguir.

3 Pontos fortes e 3 pontos fracos exemplos

3 Pontos fortes e 3 pontos fracos exemplos
3 Pontos fortes e 3 pontos fracos exemplos

iniciar um processo de autodesenvolvimento passa pela questão inicial: “O que eu quero desenvolver?” Para responder, é necessário refletir sobre seus pontos fortes e fracos e como cada um impacta sua vida.

O exercício a seguir pode ajudar nessa reflexão:

Passo 1: Coloque pontos fortes e fracos na folha de papel

Quais são seus pontos fortes e quais são seus pontos fracos?

Para começar, faça duas colunas numa folha de papel. De um lado ficarão seus pontos fortes (aquilo em que você é consistentemente bom, no que se destaca e causa de elogios) e, do outro, os pontos fracos (o que atrapalha sua performance, do que sente falta e dicas de melhoria que já recebeu).

Passo 2: Faça uma retrospectiva

Em seguida, faça uma retrospectiva de sua atuação no ano ou semestre anterior e reflita com calma, pontuando cada item com um exemplo real, ou seja, situações em que esse ponto forte ou fraco se mostrou presente.

Não se preocupe com as palavras exatas: o importante é que você entenda o que quis dizer.

Exemplos de pontos fracos e fortes

Não há uma lista fechada de características que podem ser pontos fortes de uma pessoa: a gama de coisas que podem servir de exemplos de pontos fracos e fortes é extremamente ampla.

Alguns exemplos de pontos fracos e fortes:

  1. Falar bem em público (ou não)
  2. Entregar suas tarefas dentro do prazo (ou não)
  3. Tomar para si novas responsabilidades tranquilamente (ou não)
  4. Solucionar problemas de maneira criativa (ou não)
  5. Resolver conflitos (ou não)
  6. Saber programar (ou não)
  7. Ter (ou não ter) fluência em outro idioma

Para entender melhor a mentalidade, pense de maneira simples: em quais momentos seu desempenho é alto e suas características pessoas são positivas? E em quais momentos acontece o oposto?

O que são pontos a desenvolver? 

Um ponto fraco só precisa ser desenvolvido na medida em que ele tem atrapalhado sua performance e seus resultados, enquanto uma fortaleza sua pode merecer investimentos para que você vire um expert.

Essa estratégia tem motivo: transformar pontos fracos em pontos fortes exige grande esforço enquanto aprimorar fortalezas pré-existentes pode ser uma estratégia melhor.

Há também os pontos neutros, que não destacam nem prejudicam, e são outra oportunidade digna de atenção.

Como priorizar pontos a melhorar?

Com o material da reflexão anterior em mãos, pense no que você quer desenvolver e sobre o que é, de fato, prioridade de desenvolvimento. Pode não ser tão óbvio.

“É hora de entender melhor como essa competência se desdobra em mim. Como ela me atrapalha ou me prejudica? Como me destaca ou traz resultados?”, diz Stephanie.

Plano de ação: um mapa para a conquista dos seus objetivos

Assim, com base nos exemplos, é hora de escolher os pontos que vale a pena se esforçar em desenvolver.

Para fazer essa priorização, os seguintes questionamentos podem ajudar:

Questão 1: Você realmente precisa desenvolver tal competência?

Pense no impacto da competência na sua vida.

Questão 2: Quanto ela te ajudaria no curto, médio ou longo prazo?

Pense se a competência vai te ajudar a atingir seus objetivos.

Como descobrir seus pontos fortes e pontos fracos

1 – Faça uma autoavaliação

Pode parecer meio óbvio, mas essa é a melhor maneira de começar. Para isso, você precisará fazer algumas perguntas a si mesmo, como as seguintes:

  • No que eu sei que sou bom?
  • Quais são meus hobbies/ o que eu gosto de fazer?
  • Por quais características eu já fui elogiado?
  • Por quais razões já fui contratado ou promovido?
  • Quais atividades eu faço sem ficar entediado?
  • Por quais motivos já fui criticado ou recebi feedback negativo?
  • Por quais motivos já fui demitido?
  • Quais atividades parecem me deixar sem energia?

Pegue um papel e faça uma coluna para os pontos fortes e fracos. Enquanto faz essas perguntas, comece a anotá-los. Depois de finalizar essa lista, é hora de consultar outras pessoas para ver se a opinião delas está de acordo com a sua.

2 – Fale com pessoas nas quais você confia

Nesse passo, você conversa com amigos e familiares nos quais você realmente confia e que sabe que poderão te dar respostas honestas. Isso é importante porque, quando nos autoavaliamos, podemos ser muito autocríticos ou negligentes. Daí, surge a necessidade de ter outras opiniões.

Embora seja difícil ouvir críticas ou pessoas queridas falando sobre nossas fraquezas, esse é um momento muito necessário para que você entenda o que está legal e o que precisa melhorar. Tente ouvir pessoas que convivem com você em diferentes contextos, como trabalho, estudos e alguém com quem você conviva em casa. Isso irá enriquecer o seu processo.

Não se esqueça de anotar as respostas depois e refletir sobre elas.

3 – Procure fazer coisas novas

Outra forma de descobrir quais são seus pontos fortes e pontos fracos é fazendo coisas diferentes. Na verdade, especialmente quando não temos muita experiência, fica difícil saber se você tem ou não aquela habilidade, concorda?

Por isso, é importante que você se envolva em novas atividades ou situações para explorar e descobrir coisas nas quais você se destaca ou precisa melhorar. Por exemplo, para saber como anda a sua criatividade, se arrisque em atividades artísticas. Escreva, desenhe, grave vídeos etc.

Resumindo, coloque-se em situações com as quais você não esteja acostumado e que exijam determinadas habilidades.

4 – Procure ajuda profissional

A dica que encerra essa jornada é buscar ajuda profissionalEmbora ainda exista muita desinformação a respeito da psicoterapia, é importante que o maior número de pessoas saiba que ela não é apenas para pessoas que têm transtornos mentais ou problemas emocionais.

A psicoterapia também pode te ajudar na busca pelo autoconhecimento e no desenvolvimento do seu potencial. Então, considere encontrar um psicólogo com quem você se sinta à vontade e veja se a terapia pode te ajudar nesse processo.

Enfim, o caminho para descobrir seus pontos fortes e pontos fracos pode parecer desafiador, mas vai te ajudar muito a se conhecer e falar de si próprio com muito mais confiança.