Quem nunca foi enganado e feito de trouxa por alguém, não é mesmo? São várias as situações que nos deixamos levar por pessoas falsas, ilusões e promessas vazias.

Se decepcionar com uma situação ou pessoa faz parte da vida de qualquer ser humano, sem falar que essas situações só nos fazem mais fortes.

Muitas vezes nós colocamos as nossas necessidades e bem-estar em segundo plano só para agradar ou ajudar alguém.

Como deixar de ser trouxa

Como deixar de ser trouxa
Como deixar de ser trouxa

Com essas dicas práticas para deixar de ser trouxa, você vai impedir de ser um dos grandes responsáveis pelas ciladas que acaba se envolvendo.

Reconheça, você faz papel de trouxa

É difícil, é duro, mas reconhecer é o primeiro passo para tudo. Alguns até podem dizer que a ignorância é uma bênção mas, se você continuar negando, fará papel de otário pelo resto da vida. Como acredito que não queira isso, é pelo reconhecimento que você se mostra pronto para os próximos passos do nosso tratamento.

Não seja guiado pelas emoções

A sabedoria convencional diz para seguir seu coração, ou seja, decidir com base em como você se sente. Este é o grande motivo pelo qual você anda fazendo papel de trouxa sua vida toda.

Os sentimentos não são (e nem devem ser) o seu manual de instruções. Na verdade, são reações a situações passadas anteriormente mais do que reflexos de seu sistema de valores.

Tem certeza de que quer fazer decisões importantes da vida com base em um desgosto passado? Ou você prefere decidir com base no que você deseja criar em seu futuro?

Como você já percebeu, seguindo o seu coração só vai fazer de você uma vítima de suas emoções. Em vez de ceder a elas e seguir seu coração até a beira do abismo, a melhor coisa é buscar sabedoria de fontes que você pode confiar (amigos, familiares, conhecidos).

Permita que o seu cérebro absorva todas as informações que você está recebendo antes de reagir e, em seguida, faça uma escolha sábia depois de considerar todas as suas opções. Use o seu instinto e intelecto para racionalmente tomar decisões com base no que você sabe, não o que você sente.

Não espere a atenção de quem não se interessa por você

Infantilmente, lidamos com a rejeição dando murro em ponta de faca. Tentando chamar a atenção da pessoa que não se interessa pela gente. Nosso ego fala mais alto e precisamos provar ao mundo que não somos pessoas para serem rejeitadas.

Na parte prática, o trouxa sempre deixa aquela pessoa que gosta e valoriza a gente de lado, para tentar uma chance com aquela que está ‘cagando’ para nossa existência, pela simples vaidade de achar que “merecemos mais”.

Nenhum relacionamento feliz e sadio começa com um só lado demonstrando interesse e correndo atrás. Afinal, amor é uma prova de revezamento, não uma corrida solo.

Antes de amar alguém, ame a si mesmo

Todo mundo está cansado de saber o que é amar outra pessoa. Aquele sentimento de desejar intensamente, admirar, sofrer e investir emocionalmente. Somos capazes de mover mundos e fundos para nutrir o amor por outras pessoas. Mas, e quanto a amar você mesmo?

Aqui não estou me referindo a um sentimento egoísta e de ser achar superior a qualquer outra pessoa. O amor-próprio é uma combinação de auto aceitação, autocontrole, auto percepção, bondade e respeito próprio. Tornando o conceito mais didático, o amor-próprio é a autoestima positiva em ação.

Antes de buscar alguém para ficar ao seu lado, este deveria ser a ação primeira de qualquer pessoa. Se você não consegue ficar bem consigo mesmo, como pode transmitir alegria e felicidade a outra pessoa? É através do amor-próprio que estamos verdadeiramente prontos para um relacionamento amoroso no qual podemos desfrutar a companhia de outra companheira.

Não crie expectativas com os outros

As expectativas são aspirações do que queremos que aconteça como resultado do que fazemos, dizemos ou planejamos. Abrir mão de expectativas é uma forma de desapegar e diminuir a ansiedade. É um exercício necessário para que você consiga enxergar, com mais clareza, sem as distorções que as expectativas criam.

Além disso, quanto menos expectativas, maior é a possibilidade de ser surpreendido positivamente. Quando esperamos muito de alguém, dificilmente a resposta será no mesmo nível, ocasionando uma frustração muito maior.

O primeiro passo para não criar expectativas é identificar o quanto tem alimentado esperanças em relação ao outro que não se conectam necessariamente ao que ele é, mas apenas se vincula ao que você pensa que precisa dele. É fácil alimentarmos carências e projetarmos no outro, portanto a pergunta que você deve fazer é: “até que ponto estou projetando em alguém esse vazio que jamais será preenchido por quem quer que seja a não ser por mim mesmo?”.

Aprenda a dizer NÃO

Aprender a falar ‘Não’ é importante para manter o equilíbrio emocional. As pessoas boazinhas “engolem tudo” por medo de não magoar outros, pela possível reação agressiva na negativa, por receio de não ser importante ou por medo de represálias.

Essas pessoas que não colocam limites às solicitações externas tendem a alimentar sua própria baixo autoestima, pois demonstram que não conseguem valorizar suas necessidades e prioridades.

Quem está ao seu redor acaba não enxergando o seu limite. Se você não informar ao outro quando este limite chegou, ou que algo não lhe agrada, ninguém fará por você.

Conheça o Guia Definitivo para Não Quebrar a Cara

Uma boa maneira de adquirir inteligência emocional e aprender com os seus próprios erros é ler sobre o assunto e se conhecer através das palavras de terceiros.

Ao ler e expandir a sua mente, você consegue elaborar auto-crítica e até analisar os próprios comportamentos.

O Edson Castro e o Leonardo Filomeno, criadores do Manual do Homem Moderno, acabaram de publicar um livro para te ajudar neste processo. O Guia Definitivo Para Não Quebrar a Cara: (ou Pelo Menos Tentar) reúne os melhores conselhos, toques verdadeiros que dispensam palavras gentis e tapinhas de boa sorte nas costas.

Às vezes, o que a gente realmente precisa é de um bom tapa na cara para acordar para a vida.