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A avaliação da biomassa pode ser feita por meio de quatro processos básicos pelos quais ela pode ser transformada em calor e eletricidade: combustão, pirólise, gaseificação e digestão anaeróbica.

O que é usado para produzir a biomassa

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Em alguns países do mundo, ela é usada massivamente há anos e representa até 10% do suprimento de energia primária. Veja abaixo O que é usado para produzir a biomassa:

  • Combustão. A biomassa é submetida a altas temperaturas com excesso de oxigênio. É o método tradicional de obtenção de calor em ambientes domésticos, para produção de calor industrial ou para geração de energia elétrica.
  • Pirólise. A biomassa é submetida a altas temperaturas (em torno de 500ºC) sem a presença de oxigênio. É usado para produzir carvão vegetal e também para obter combustíveis líquidos semelhantes aos hidrocarbonetos.
  • Gaseificação. A biomassa é submetida a temperaturas muito altas na presença de quantidades limitadas de oxigênio, que são necessárias para atingir a combustão completa. 
  • Dependendo do uso de ar ou oxigênio puro, dois produtos diferentes são obtidos: no primeiro caso, obtém-se gasogênio ou gás pobre (este gás pode ser usado para obter eletricidade e vapor), no segundo caso, um gaseificador é operado com oxigênio e vapor de água e o que se obtém é gás de síntese. 
  • A importância do gás de síntese reside no fato de poder ser transformado em combustível líquido.
  • Digestão anaeróbica. Baseiam-se no uso de vários tipos de microrganismos que degradam moléculas em compostos mais simples e com alta densidade de energia.
  • A digestão anaeróbia da biomassa por bactérias pode ser utilizada em fazendas de gado intensivo, com a instalação de digestores ou fermentadores, onde a celulose dos excrementos animais se degrada em um gás que contém cerca de 60% de metano.
  • No caso de aplicações térmicas para geração de calor e água quente sanitária, o processo utilizado principalmente é a combustão. O aquecimento  pode ser por qualquer um dos sistemas de água convencionais, por exemplo, piso radiante, radiadores ou ventiloconvectores.
  • Em geral, os equipamentos existentes no mercado permitem eficiências de combustão que podem chegar a 95%, caso possuam sistemas de recuperação de calor.

Nas instalações do setor residencial, o equipamento consiste basicamente em um silo de armazenamento de biomassa, um sistema de alimentação (sem-fim, correias transportadoras, caçambas, sistemas pneumáticos,…) que o levam até as caldeiras, dentro das quais está localizado.

fornalha de combustão e os permutadores onde é aquecido o fluido destinado ao aquecimento e/ou à água quente sanitária. No caso das redes de aquecimento centralizado.

A água quente é fornecida às habitações através de um sistema de bombagem de maior dimensão, utilizando uma tubagem com isolamento duplo e colocando permutadores de calor de placas nos edifícios ou nas habitações.

Uma vez liberado o calor, a água fria retorna à usina termelétrica para reiniciar o ciclo. A tudo isto devemos acrescentar alguns equipamentos auxiliares como sistemas de limpeza de fumos e uma unidade de recuperação de calor.

A queima de biomassa produz algumas cinzas, que geralmente são coletadas automaticamente em um cinzeiro que precisa ser esvaziado cerca de quatro vezes por ano (nas residências). A cinza pode ser reciclada, pois é um fertilizante natural para jardins, pomares e plantas.

Devido à necessidade de ter um local amplo e seco para armazenar o biocombustível, esse tipo de instalação pode apresentar problemas em prédios com caldeiras pequenas e pouco espaço útil. Por outro lado, são uma boa solução, tanto económica como ambiental, para novos edifícios.

A combustão da biomassa não contribui para o aumento do efeito estufa porque o carbono que é liberado faz parte da atmosfera atual (é aquele que as plantas absorvem e liberam continuamente durante seu crescimento) e não do subsolo, capturado em áreas remotas. vezes, precisamente como o gás ou o petróleo.