Rosário dos 40 Pais Nossos Os Quarenta Pais Nossos são distribuídos em quatro dezenas, precedidos de uma breve oferenda a Deus Pai para cada região da Terra.Os Quarenta Pais Nossos são distribuídos em quatro dezenas.

Precedidosde uma breve oferenda a Deus Pai para cada região da Terra.Com este Rosário, Deus Pai abençoa a Terra de Norte a Sul e de Oeste a Leste,fazendo uma grande Cruz sobre o mundo inteiro.

Com o Pai Nosso, Jesus Cristo nos ensina a nos dirigirmos a Deus como Pai. É a oração filial por excelência.Na oração do Pai Nosso está o centro do ensinamento de Jesus, seu programa de vida e a expressão de sua relação profunda e íntima com Deus Pai.

Oração dos 40 pai nosso

Oração dos 40 pai nosso
Oração dos 40 pai nosso

A oração cristã nos põe numa relação amorosa com Deus. Nessa relação abre-se espaço para a confiança, transparência e liberdade.

Ela corre, porém, o risco de ser viciada quando fazemos dela uma tentativa de dobrar Deus à nossa vontade (tantas vezes tão longe do Evangelho…), de querer que ele resolva magicamente nossas pendências e responsabilidades, quando “ostentamos” diante de Deus nossos problemas como se fôssemos os únicos sofredores do mundo.

Para não cairmos nessas tentações, temos um modelo de oração, aquela que Jesus nos ensinou e deixou como modelo distintivo da vida dos seus seguidores.

Geralmente a oração do pai Nosso é considerado a síntese do Evangelho, nele está o centro do ensinamento de Jesus, seu programa de vida e a expressão de sua relação profunda e íntima com Deus Pai.

A estrutura da oração é bem simples: inicia com uma invocação que mostra claramente a quem nos dirigimos: “Pai Nosso que estais nos céus”. Depois, seguem-se duas partes.

Na primeira, apresentam-se três desejos centrados em Deus: seu nome, seu Reino e sua vontade. Na segunda, apresentam-se necessidades do ser humano: “dai-nos o pão”, “perdoai-nos as nossas ofensas”, “não nos deixeis cair em tentação”, “livrai-nos do mal”. Façamos, pois, uma breve meditação.

1. Por que chamamos Deus de Pai.Porque ele nos criou à sua imagem e semelhança, dando-nos uma alma espiritual e a dignidade de uma “pessoa”, como as Três Pessoas divinas.Não o fez com seres inferiores, nos quais encontramos simplesmente um vestígio ou vestígio de Deus, não sua imagem e semelhança.

• Pela providência especial que Deus tem sobre todos os homens, a quem ama — cada um de forma singular — e governa como seres livres.Sobretudo porque nos elevou a participar, pela graça, da vida última da Santíssima Trindade, concedendo-nos uma

“participação na natureza divina” (II Petr 1, 5), que nos diviniza e nos torna “filhos no Filho”, irmãos, por adoção, do Filho Unigênito. mesmo Filho se fez homem e nos redimiu,

concedendo-nos, como prova de que somos filhos de Deus, o dom do Espírito Santo. Gl 4, 5-6: “Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher… para que recebêssemos a adoção de filhos. E porque vocês são filhos, Deus enviou aos nossos o Espírito Santo, que nos faz clamar: Aba Pai!“.

• Porque nosso Senhor Jesus Cristo nos disse: “Quando você for orar, diga isto: Pai nosso…”(Lc 11,1-2).

2. O sentido da filiação divina é o fundamento da nossa vida espiritual.O fato da filiação divina é a realidade mais fundamental da vida cristã.Na ordem da criação, a criatura humana é uma pessoa; na ordem sobrenatural (recriação) ele é um filho de Deus.

• Esta filiação divina alcançará sua plenitude na Glória:Empresto 3, 2: “Já somos filhos de Deus, mas ainda não foi revelado o que havemos de ser. Quando for revelado, seremos iguais a Ele, porque O verá como Ele é”A vida cristã – santidade – consiste em viver de acordo com esta dignidade elevada:

• como filhos de Deus Pai no Filho (formando como um com Ele), pelo Espírito Santo (elo de união entre o Pai e o Filho e, portanto, que nos faz filhos adotivos do Pai).Para vivermos como filhos de Deus é necessário considerar frequentemente que somos:

nisso consiste o sentido da filiação divina.Uma vez que o Filho Unigênito se tornou homem, viver como filho de Deus significa imitar a Cristo.Não apenas externamente, mas viver sua própria vida sobrenatural, cada vez mais plenamente, até que se torne não apenas alter Christus, mas ipse Christus, o próprio Cristo.

• O Filho de Deus se fez homem para cumprir perfeitamente, com sua vontade humana, a vontade divina.Assim ele reparou a desobediência de Adão e nos redimiu: tornando-nos “obedientes até a morte e morte de cruz” (Filipenses 2, 8).

• A vida de um filho de Deus consiste, então, em cumprir a vontade do Pai, dando-se completamente, para co-redimir com Cristo.A identificação com Cristo realiza-se no sacrifício: no amor à Cruz.Assim diz São Paulo: “Estou com Cristo na Cruz, e já não vivo, mas Cristo vive em mim (Gl 2, 19-20).

• A Missa é o centro e a raiz da vida de um filho de Deus, porque é uma renovação sacramental do sacrifício de Cristo.Todos os dias podemos unir nossas obras aos méritos de Cristo, como a gota d’água ao vinho que se tornará seu Sangue, para co-redimir com Ele, com o desejo de salvar todas as almas.

• Na Missa adquirem valor as nossas ações quotidianas, mesmo as mais pequenas, realizadas por amor a Deus. Cristo é o Filho de Santa Maria e nos deu sua Mãe por Mãe no Calvário.Ser filho de Deus é ser filho de Santa Maria. Por ela vem toda a vida sobrenatural que seu Filho ganhou para nós.

• A vida de um filho de Deus é uma vida de fé, esperança e caridade:de fé: porque a consciência de que Deus é nosso Pai leva-nos a confiar plenamente n’Ele e a abandonar-nos nas suas mãos: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado” (Mt 6, 33);

• de esperança: porque “se somos filhos de Deus, também somos herdeiros” (Rm 8,17). A filiação divina nos dá a garantia de que Deus preparou para nós a herança do Céu; da caridade: porque os filhos de Deus são aqueles que se deixam guiar pelo Espírito Santo (Rm 8,14), que é Amor.

Figli di Dio • O sentido da filiação divina nos leva a ser contemplativos (buscar amorosamente a presença de Deus em todas as coisas) e a viver em fraternidade, pois somos filhos do mesmo Pai.Finalmente, a consideração da filiação divina nos fortalece diante das tentações e dificuldades;

• infunde em nossas almas o temor filial de ofender nosso Deus Pai, para que abominemos o pecado venial deliberado e confiemos em sua misericórdia; e nos faz ver a mão amorosa de Deus em todos os acontecimentos da nossa vida: omnia in bonum!

3. Filiação divina e fraternidade cristã Ao chamar Deus nosso Pai, reconhecemos que a filiação divina nos une em Cristo “primogênito de muitos irmãos” (Rm 8,29), por uma verdadeira fraternidade sobrenatural.

• A Igreja é esta nova comunhão de Deus e dos homens. Por isso, a santidade cristã, embora pessoal e individual, nunca é individualista ou egocêntrica: todos os cristãos devem sentir uma grande responsabilidade apostólica: Omnes cum Petro ad lesum per Mariam!

• A fraternidade estabelecida pela filiação divina estende-se também a todos os homens, porque todos são de certo modo filhos de Deus — suas criaturas — e todos são chamados à santidade: “Há, pois, uma só raça: a raça dos filhos de Deus.

• Portanto, todos devemos nos solidarizar na tarefa de conduzir toda a humanidade a Deus. • A filiação divina, portanto, impele-nos ao apostolado, que é uma manifestação necessária da filiação e da fraternidade. A santidade —plenitude da filiação divina— é inseparável do apostolado.

4. Viver sempre na presença de Deus Deus não está longe de nós, porque “nEle vivemos, nos movemos e existimos” (At 17,28). O Criador, causa primeira de tudo o que existe, está presente no mais íntimo de suas criaturas.

• Além disso, a presença de Deus na alma em graça é de ordem superior e mais íntima, pois nela habita a Santíssima Trindade como num templo (cf. João 14, 23; II Cor 6, 16). Presença de Deus É possível estar habitualmente consciente da proximidade de Deus…

… procurando transformar toda a vida numa oração contínua, através do cumprimento exato e amoroso dos deveres quotidianos.O dia inteiro pode ser tempo de oração: da noite para a manhã e da manhã para a noite.

• Mais ainda: como nos lembra a Sagrada Escritura, o sono também deve ser oração. Para viver sempre na presença de Deus, é preciso um esforço constante para elevar o coração ao Senhor: para isso, as indústrias humanas ou despertadores da presença de Deus são de grande ajuda.

• Primeiro uma aspiração, depois outra e mais outra. . . , até que esse fervor pareça insuficiente, porque as palavras são pobres. . . : e dá lugar à intimidade divina, num olhar inquieto e incansável para Deus. Vivemos então como cativos, como prisioneiros.

• Enquanto realizamos com a maior perfeição possível, dentro de nossos erros e limitações, as tarefas próprias de nossa condição e nosso ofício, a alma anseia por escapar. Vai em direção a Deus, como ferro atraído pela força de um ímã.

• Você começa a amar a Jesus, de forma mais eficaz, com um doce choque.

+Buenos Aires, 8 de setembro de 2008 Auditório CUDES Apresentação do estudo para que os participantes possam estudar o conteúdo da aula e para que quem quiser usá-lo possa modificá-lo de acordo com seu estilo Pe. JMG Pe. Juan María Gallardo [email protected] com www. orações e devoções. informação